Os efeitos da pandemia da COVID-19 sobre a alimentação e a prática de exercícios físicos dos alunos da E.E. Prof. Manuel Ciridião Buarque

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Pôster apresentado pelas alunas Rayanne Nunes Silverio e Sabrina de Sousa Macedo na 19a Feira Brasileira de Ciências e Engenharias (FEBRACE) – 2021. Para saber mais, acesse o relatório completo e a apresentação realizada durante a FEBRACE. 

Introdução

O ano de 2020 foi marcado pela pandemia de COVID-19, a maior pandemia em cem anos.

Os problemas trazidos pela pandemia somaram-se a vários outros constatados nos últimos anos, entre eles o aumento da obesidade e do sedentarismo, particularmente entre adolescentes (BLOCH et al., 2016; CONDE et al., 2018).

O objetivo do trabalho é avaliar o impacto da pandemia de COVID-19 sobre a saúde dos alunos da E.E. Prof. Manuel Ciridião Buarque.

A hipótese era o que a pandemia fez os alunos se alimentarem mais e pior, além de eles estarem praticando menos exercícios físicos.


Metodologia

Para avaliarmos a nossa hipótese foi utilizado um “Formulário do Google”. Antes de responder ao formulário, os alunos deveriam identificar a série e o gênero para que fosse possível avaliar as respostas também em função da série e do gênero.


Resultados

Dos 581 alunos da escola, 175 responderam ao formulário, sendo: 69 alunos da 1ª série (21 meninos e 48 meninas), 74 da 2ª série (25 meninos e 49 meninas) e 32 da 3ª série (11 meninos e 21 meninas). Ao todo, 57 meninos e 118 meninas responderam ao formulário.



A principal razão para a alteração de peso foi a mudança de hábito causada pela pandemia.

O impacto maior da pandemia aconteceu entre as meninas da escola: elas engordaram mais (56% contra 46%), estão comendo mais (49% contra 35%) e pior (31% contra 25%) do que os meninos, e estão mais sedentárias do que os meninos (57% contra 39%).

Entre as diferentes séries do Ensino Médio, os alunos mais afetados foram os da 3a série, que engordaram mais (59%, contra 57% da 1ª série e 46% da 2ª série), estão comendo mais (56%, contra 45% da 1ª série e 39% da 2ª série) e pior (50%, contra 29% da 1ª série e 19% da 2ª série) do que os das outras séries.


Conclusões

A nossa hipótese foi confirmada, pois a pandemia causou um grande impacto entre os alunos da E.E. Prof. Manuel Ciridião Buarque.

Isso aconteceu em relação à alteração de peso, a prática de exercícios físicos e por causa de mudanças qualitativas e quantitativas na alimentação dos alunos. Descobrimos que os efeitos da pandemia são maiores entre as meninas e os alunos da 3ª série.


Referências

ALMEIDA, W. S. et al. Mudanças nas condições socioeconômicas e de saúde dos brasileiros durante a pandemia de covid-19. 29 de setembro de 2020. Disponível em: https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/download/1272/1971/

BLOCH K.V. et al. ERICA: prevalências de hipertensão arterial e obesidade em adolescentes brasileiros. Revista Saúde Publica. 2016; 50 (suplemento 1): 9s.

CONDE, W. L. et al. Estado nutricional de escolares adolescentes no Brasil: a Pesquisa Nacional de Saúde dos Escolares 2015. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2018.