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O mundo está assistindo a um novo surto da pandemia, com o número de casos tendo aumentado 80% ao longo de julho. Isso foi impulsionado tanto pela falta de medidas de isolamento social quanto pela propagação da variante delta.
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| https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2021/07/30/com-variante-delta-em-132-paises-covid-19-sobe-80-em-um-mes-no-mundo.htm |
Surgida na Índia em outubro de 2020, a variante delta já foi detectada em 132 países do mundo. É a variante predominante em todas as regiões do mundo menos na América do Sul, onde ainda predomina a variante gama (surgida em Manaus em meio à segunda onda).
Acredita-se que a variante Delta seja até 60% mais infecciosa e pessoas contaminadas por ela possuem uma carga viral mais de 1.000 vezes maior do que contaminadas pela variante alfa. Estudos também mostraram que as vacinas são menos eficazes a essa variante (https://agorarn.com.br/ultimas/covid-19-qual-a-eficacia-das-vacinas-contra-a-variante-delta/) e que pessoas vacinadas podem transmitir quanto o vírus quanto pessoas não vacinadas.
No Brasil, em 30 de julho, haviam sido registrados 247 casos e 4 mortes pela variante Delta em 10 estados, inclusive São Paulo (https://www.bemparana.com.br/noticia/variante-delta-brasil-ja-acumula-247-registros-de-infectados-e-21-mortes-761#.YQlSjBNKhp8). No início de agosto, a variante delta já havia sido identificada em todas as regiões da cidade, sendo responsável por 23% dos casos na região metropolitana (https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/08/04/variante-delta-da-covid-19-ja-chega-a-23percent-dos-casos-na-grande-sp-aponta-instituto-adolfo-lutz.ghtml).
Já no Rio de Janeiro, a variante delta já responde por quase metade dos casos de COVID-19 (https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/08/04/variante-delta-rio.ghtml). As escolas presencias em 36 cidades do estado já foram suspensas depois do aumento de casos.
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| https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/08/06/rj-suspende-aulas-presenciais-da-rede-estadual-na-capital-e-em-35-cidades-apos-aumento-de-casos-de-covid.ghtml |
Assim como aconteceu no Reino Unido e nos EUA nas últimas semanas, a disseminação da variante delta pode levar a uma nova onda da pandemia no Brasil.
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| Gráfico com novos casos diários confirmados nos EUA, Brasil e Reino Unido. |
No final de julho, o Reino Unido (um país com um terço da população brasileira) chegou a ter mais casos do que o Brasil, enquanto o número de casos nos EUA explodiu no começo de agosto, como mostra o gráfico acima.
Esse novo surto no Reino Unido e nos EUA aconteceu com cerca de metade da população totalmente vacinada nesses países. Ao contrário, no Brasil, apenas cerca de 20% da população foi totalmente vacinada, o que reforça a possibilidade de uma nova onda causada pela propagação dessa variante.
A contaminação nos EUA tem atingido principalmente as crianças, que já são responsáveis por cerca de 20% dos casos no país. A vacinação atinge apenas crianças e jovens maiores de 12 anos. Em 8 de agosto, o país atingiu o recorde de internações de crianças, que também têm ficado mais gravemente doentes e sofrido mais com os efeitos duradouros da doença - problemas respiratórios, neurológicos e cognitivos, como dificuldade de concentração e diminuição do QI.
Apenas no Brasil, a COVID-19 já matou 1.581 jovens de 10 a 19 anos no primeiro semestre de 2021, tornando-se a principal causa de morte por doença para essa faixa etária. Outras 1.187 crianças menores de 10 anos sucumbiram ao vírus desde o início da pandemia, com o Brasil registrando o maior número de mortes de crianças vítimas da COVID-19 no mundo.
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| https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/07/20/covid-ja-e-maior-causa-de-mortes-naturais-de-jovens-de-10-a-19-anos-no-pais.htm |







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